quarta-feira, 2 de abril de 2025

Poema: Indolor

Indolor 


O desejo pela morte,

é persistente, 

em dias como esses, 

dias calmos.


Estou totalmente destruída,

algo que levou tanto tempo para estabilizar.


Foi-se com o ar,

que tal me enforcar ?

Não, não.

Me envenenar é melhor,

indolor.


Para! Olha a florzinha,

olha que lindo os pássaros.

Nunca me mutilei!

O que você acha? Vou tentar!


Você não tem coragem.

É um covarde.

Quer que isso acabe,

mas não faz nada.

quarta-feira, 19 de março de 2025

Poema: Solidão

Solidão 


Não pode ser o paraíso,

mergulhado na solidão,

movimento doloroso.

Aglomeração digital,

uma fanfic tão surreal.


A dor transparece,

ausência de contato.

O analgésico não alivia a dor...

essa dor irreal.


tentativa infundada de...

disfarçar a solidão.

Olha lá um avião.

Ironicamente não sou inocente.


Quero matar essa frustração,

eu sou o meu maior inimigo.


Quero por um fim.

Quero um fim.

Basta!

Dessa dor.


Poema: Escuridão

Escuridão 

Prefiro me iludir...
do que encarar a realidade,
prefiro me dopar...
para evitar uma atrocidade
um autoextermínio.

Ideais vincados pela sociedade patriarcal,
"isso não é ideal" "está errado",
São dois lados, são duas faces, são duas ideologias.

Compre um e leve dois,
pensamentos tão distintos,
Divergentes, lados opostos da gangorra.
Isso me enlouquece.
Alimento qual lado?

Suporto meus dias com ilusão,
São meus placebos.
Dia após dia, pois meu lado mais ousado,
me apresenta como melhor solução...
o autoextermínio, a minha extinção, a minha subtração.

PENSAMENTOS ALUCINOGICOS, FREQUENTES,
 SEM INTEVALOS DE TEMPO.
Não quero mais isso.

Como faço para parar,
como faço para acabar.
- Ah você sabe, muito bem como parar-
-Vem cá me da sua mão-
- Se estregue, se entregue,
 por completo em minha escuridão- 


Essa falsa felicidade se em pondera,
me consume, me corrói.
Dói aqui dentro, por não ser verdadeira.


Mas... sou eu que faço isso comigo?

me torturo? tenho até cumplice!

olhos de culpa, olhos de julgamentos.



 - Me mate! - disse bem baixo um lado.
 - Não! - gritou o outro lado.
 NÃO AGUENTO MAIS! - gritei pois doeu escutar.



quarta-feira, 12 de março de 2025

Poema:Eu sou humano

Eu sou humano 


Metas e ideias a ser alcançadas,

para que se encaixe em nossa sociedade,

composta por toxidade.


Corrompe o indivíduos,

põem pressão nos dissolvidos.

Coitados, suas almas são devoradas

por esse complexos de ser ideal.

SER IGUAL.


Envolvo vendo em seus blocos,

engolindo-os na necessidade de cumprir

engolidos pelo raso mar de toxidade.


Julgando e lixando, os que escolhem,

o outro lado, os que quebram essa corrente,

os que pensão fora dessa pirâmide.


São considerados irregulares,

inapropriados, marginalizados,

envoltos pela toxidade.

- EU não sou um robo.



sábado, 15 de fevereiro de 2025

Poema: Infelicidade

 Infelicidade


 Ele perguntou se dói. 

Respondi que sim, todos os dias, 

mas todos somos traumatizado,

pelo nosso passado, só aprendemos a conviver.


Me perguntam se eu quero.

Quero, quero muito do fundo do meu coração.

Porém não tenho coragem, para fazer.

Um dos males mais benéficos que tenho.

Sorte ou azar?

- Um presente da vida ou uma maldição do destino.


Só continuo a suportar...




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Poema: Ansiedade

Ansiedade.

 

Tudo ecoa na minha cabeça.

 Tudo ecoa na minha cabeça.


Uma frase dita...

Uma frase não dita...

Uma frase ouvida...

Uma frase pensada...


Receio de ferir alguém, 

(É a resposta de alguém já ferido) 


Ser mal compreendido

S  O  C  I  A  L  I  Z  A  R...

Agir errado sem pensar,

ferir alguém com minhas palavras,

ou minhas ações automáticas.


Apenas escuto,

e me recuo, o medo me rodeia..

prefiro...

prefiro fingir que não existo.



domingo, 9 de fevereiro de 2025

Poema: Destrinchando

Destrinchando


 Não quero ficar acordado,

pois não suporto a vida!

 Não consigo dormir...

pois já extravasei em meus delírios.


Continuo no ritmo da vida,

a minha existência ainda é

Para alguém que só queria ser notado,

Hoje apenas quero ser apagado.


Nós acostumamos com a dor, 

nos perdemos nesse vasto universo.

Nós sufocamos com banalidades,

nos caímos existência da realidade.


Traumatizamos e somos traumatizados,

nessa grande jornada...

Vemos e vivenciamos absurdos lúdicos,

afogamos em tantas emoções transbordando.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Poema: Crescer


Crescer


 Nos tornamos tão banal, 

com a sociedade.

Nos perdemos de nossas versões...

ingênuas e descontraídas.


Em que momento perdemos a nossa essência?

Em que momento nos perdemos daquela versão?


Qual é o preço de viver?

É vender a nossa alma,

para o cotidiano e monotonia.


A vida... o mundo real

nos consomes a um ponto que nos assusta.


Deixamos pelo caminho uma parte de nós mesmo.

Perdemos?  Ou sufocamos ?

Nossa essência com banalidades cotidianas e momentâneas.

Como isso acabou assim?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Poema: Declínio

Declínio 

 Vivemos de traumas e traumas.

Essa não sou eu...

essa é só minha versão cansada...

 cansada de viver.


Essa versão está desistindo de tudo.

Não acha graça. Nem esperança. 

Nesse mundo. Nessa realidade.


O dia que eu pedi para o meu corpo morrer.

O que que pedi para não viver mais.

Foi o dia que eu espanquei até a morte...

Foi o dia que assassinei a minha...

 a minha essência primordial, a minha versão,

ingênua e feliz de mim.


Sufoquei com banalidades

Essa não sou eu. 

Essa é só minha versão cansada...

Cansada de existir... 

Apenas deixou de existir a um bom tempo.




quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Poema: Vitimas ou vilões.

Vitimas ou vilões 

Me agarro, me prendo...

a diversos momentos, com sentimentos.

Me agarro, me prendo...

A objetos que remetem a certos momentos.


Me afasto da sociedade,

não carrego ressentimento,

carrego as marcas da violência,

de uma triste infância.


Crianças sendo crianças,

recriando o que vivenciam,

com o mais fraco, um belo saco de pancadas,

agora traumatizado.


Vitimas ? 

ou 

Vilões ?

As consequências virão...

gerando e gerando uma geração.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Poema: Humano Quebrado.

Humano QUEBRADO


 Preciso fugir, me esconder.

Não é por querer...

Quero paz, vivo na...

angustia da solidão.


Me engolindo devorando.

estou me afundando, pressa, 

acorrentada, algemada....

 no ciclo da solidão.

 

Uma grande amiga.

Com abrações quentes e confortáveis.

Está me envenenando,

me matando a cada minuto.


Estou me sufocando nesse mundo falso,

as pessoas estão surtando de tanta negação.

Perdidos cheios de conflitos.


Pessoas falsas, reações falsas,

relações falsas, relações frágeis .

Pessoas quebráveis, pessoas quebradas.





Poema: Estou só !

Estou só ! Em pleno abismo, apenas resisto a vontade e se jogar é imensa. Emiti avisos e alertas, ninguém descodificou, o meu pedido de soco...